domingo, 15 de junho de 2008

Enjaular para não gastar

Debates sobre a diminuição da maioridade penal estendem-se em nosso país, assim como os atos bárbaros cometidos por jovens, principalmente, nas grandes metrópoles. A sociedade civil manifesta-se, organiza-se, procura de alguma forma mudar essa realidade. Porém, o que lhe cabia fazer, já fora feito: o voto. Os representantes populares, que ficam isolados em Brasília, estão com o projeto de tal mudança constitucional. Porém, o problema não vai saciar com a alteração da lei. A raiz da situação encontra-se na estrutura de formação dos jovens e no modelo empregado pelos políticos à sociedade.
Toda a população conhece o precário sistema educacional brasileiro, onde, crianças entram na adolescência sem ao menos serem alfabetizados. Conseqüentemente, crescerão sem nenhuma base escolar, tendo uma vida adulta limitada. Hoje em dia, a necessidade de um bom estudo é essencial para que se tenha um emprego digno, uma casa própria e uma boa qualidade de vida. A população paga seus impostos corretamente, e olha que não são poucos, mesmo que não recebam nada em troca de seus governantes. Sem nenhuma infra-estrutura à formação dos jovens, o resultado acaba sendo a criminalidade, onde o dinheiro é mais rápido e a vida é mais curta. Tudo acaba tornando-se um ciclo onde, a população vota, os governantes lesam a população, gerando criminosos, possuindo ligação com os parlamentares, corrompendo a polícia, abusando a população... A necessidade de uma reformulação na educação brasileira é imediata, gastando-se o necessário com professores, materiais escolares, bons prédios, ao invés de gastar milhões com presídios, armamentos, viaturas.
Toda essa reformulação só ocorrerá caso não haja prejuízo aos nossos representantes. A relação entre políticos, polícia e corrupção é tão clara quanto a beleza de nossas praias e isso é demonstrado nas operações da Polícia Federal nos últimos tempos. Juízes e desembargadores ligados com máfias de jogos, sentenças vendidas a acusados, corrupção de policiais. Essa bagunça nos altos cargos nacionais, sem nenhuma punição, impulsiona o jovem na criminalidade, pois gera o sentimento de impunidade. O adolescente não possuindo instrução, sem uma base familiar e como franco atirador, continua roubando, seqüestrando e matando, sendo gerado pela crise social do meio em que ele vive, onde não há mais a noção de certo e errado.
Uma vez que investir na lapidação do jovem é mais cara e trabalhosa, surge a discussão sobre a mudança da Lei Penal, justamente para tira-se o foco dos problemas sociais encontrados na nossa nação. É mais cômodo aos nossos políticos enjaular os menores infratores e esquecê-los nas no péssimo sistema carcerário, que funcionará como formador de bandidos adultos. Preferem isso a acolher e melhorar a vida desses jovens, com educação, base familiar, saúde, um primeiro emprego... O mais repugnante é que eles não sofrerão com tal formação criminosa, pois moram no cerrado nacional, longe da grande violência, andam em carros blindados e com muita segurança. Quem sofrerá com isso é o homem trabalhador, pai de família, usuário do chulo sistema de saúde, do transporte e da educação, que paga seus impostos e não rouba nem centavos nem milhões.

Um comentário:

Unknown disse...

opa, blog novo, bom conteudo, bom texto por sinal, vou tirar alguma horas para ler o resto, so me faz um favor, muda a cor do layout, pq ta osso de ler cara, ta dando dor de cabeca! hahahahahahahaha

Comentario sobre o texto: exatamente o q anda acontecendo com a sociedade, ano vem e ano passa e nao muda, e nao vai mudar enquanto o sistema sustentar o proprio...Porem, sonhar numa sociedade "utopica" (assim como o grande Chavedar, hehehehe) nao custa nd, e eu continuo a faze-lo.

Abrass Chavedar e manda o link no meu scrapbook sempre q rolar umas postagens novas...