segunda-feira, 17 de novembro de 2008

Eu não definiria amor como um sentimento. Definiria como um modo de vida, uma forma de vivência, um ato inconsciente de um coração domado por uma criatura inenarrável.
Fórmulas, maneiras e receitas não existem para se amar, felizmente. Tornaria essa demonstração de vassalagem uma banalidade, uma peça de museu jogada nos cantos, sem importância ou apego, ficaria insignificante, sem sabor, cheiro ou tato.
A graça em se amar é não entender porque se ama, é perceber que se ama através das pernas bambas quando ela entra e você disfarça; é o aceleramento do coração quando ela te abraça; é o cheiro dela no ar, entrando pelas veias vermelhas, de amor. Perder o tempo nos olhos dela é o que dá a sensação de entrega, de que realmente é ela a garota dos seus sonhos, o beijo das suas fantasias, o amor de seus desejos. Expliquei, tentei colocar em palavras o que é o meu amor, mas, como eu disse, não há explicação lógica, racional ou matemática para esse fenômeno universal.
Somente ver na calada da noite, já emociona; ver o andar leve e lindo, já estremece as pernas; sentir o abraço, já conforta. É isso o amor. Sentir; possuir; perder a noção de tudo.
Há tentativas de se esquivar dos sentimentos. Mas amar é tão bom, sonhar em ter ao lado a pessoa amada é perfeito; complexo, quando se é ufânico; difícil quando os olhos não se encontram. Acordar ao seu lado, te ver sorrir diariamente, saber que você é minha. Sonhos de uma mente atordoada pelo amor.
O verbo é esperar. Pode-se usar também aguardar, viver, sonhar e pensar. São essas palavras que levam para frente a vida, juntadas com o substantivo amor. Palavra simples no dicionário, sem expressão para os insensíveis e vazios. Mas, para um apaixonado, vale mais que tudo. Os apaixonados, deixados de lado, merecem um amor. Merecem ser amados. Mas amam irracionalmente.