O mundo mascarado nos tempos feudais e burgueses da Europa pioneira, era visto apenas nas festas elitistas das cortes. Duques, barões e condes camuflam-se atrás de personagens, liberando os instintos mais plebes e comuns do ser humano. Instintos esses repugnados durante os chás imperiais. Séculos passaram e a tentativa de tentar ser o que não se é, continua sendo usada a todo vapor.O sistema capitalista globalizado impulsiona o igualitarismo social, propagando as idéias de “certo” e “errado” à população. Atualmente, perde-se a individualidade e a identidade do Homem, em virtude de que não interessa aos grandes burgueses atuais quem são as pessoas. Vale o que elas podem gastar. Com isso, indivíduos acabam se tornando figuras teatrais, criações imaginárias de suas mentes atordoadas pelo consumo feroz e degolador. A ilusão contamina seus pensamentos, gerando mudanças comportamentais e sociais. Indústrias dominadoras riem a toa e nadam em um mar de ouro.Interesses pessoais também mascaram um cidadão. A necessidade de um melhor emprego, com qualidades e pensamentos em oposição à de um desempregado, é um exemplo simples e cotidiano desse mascaramento social. Maneiras de se viver em sociedade são impostas aos interessados em viver bem. Como tudo na vida, não agrada totalmente. Porém, os contrariados com os “mandamentos” civis, preferem se esconder atrás de uma mentira, regando-a com convicção, ao invés de ser o que realmente são.Exemplos de falsidade descarada acontecem sempre e impulsionam o restante da sociedade. Os personagens dominantes da política nacional vivem em pedestais banhados a ouro, iludindo o povo com palavras ao vento.Suas aparições assimilam-se com manifestações teatrais arcaicas, recheadas de dramas, egocentrismo e mentiras. O circo eleitoral se espalha de Manaus a Porto Alegre, propagando as calúnias aos quatro cantos.Um símbolo carnavalesco acaba sendo usado para iludir e manipular o próximo. A máscara utilizada por Pierrot e Arlequim na animação é utilizada por difamadores engravatados no cerrado brasileiro. O teatro Brasil com os mascarados comandantes coordenam a boiada pobre e desinformada na maior cara de pau.
Bourdoukan publicou esse texto em seu blog:
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